O dia seguinte à final contra a Espanha foi de malas prontas para a seleção argentina em Nova York, mas o retorno para casa não será completo. A Associação do Futebol Argentino (AFA) confirmou que o elenco foi dividido em vários grupos de acordo com seus destinos e compromissos imediatos. Com isso, as principais estrelas do time não pisarão em solo argentino nas próximas horas.

Quem fica nos EUA e quem vai direto para a Europa?

  • Férias em Miami: O capitão Lionel Messi não viaja para a Argentina. Ele permanece nos Estados Unidos para descansar com a família antes de se reapresentar ao Inter Miami. O volante Rodrigo De Paul segue o mesmo caminho.
  • Conexão Europa: Um grupo numeroso de jogadores embarcou direto para o Velho Continente, seja para iniciar as férias ou para se juntar aos seus respectivos clubes. São eles: Enzo Fernández, Julián Álvarez, Gerónimo Rulli, Lautaro Martínez, Cristian Romero, Nicolás Paz, Juan Musso e Nahuel Molina Lucero.

O desembarque em Buenos Aires

A parte da delegação que retorna à Argentina — composta pela comissão técnica, staff e um grupo reduzido de atletas — está a caminho no voo AR1971 da Aerolíneas Argentinas.

O avião decolou de Nova York e a previsão de pouso no Aeroporto Internacional de Ezeiza, em Buenos Aires, é após as 18h.

Esquema de segurança reforçado: A Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA) montou uma operação especial nos acessos a Ezeiza. Serão dois bloqueios principais (na Autopista Riccheri e no cruzamento das ruas Morillas e Newbery), onde só será permitida a entrada de funcionários credenciados, tripulações e passageiros com bilhete em mãos.

Feriado e festa oficial correm risco de cancelamento

Mesmo com milhares de torcedores concentrados no Obelisco para apoiar a Albiceleste na vitória ou na derrota, a ideia de uma grande festa oficial perdeu força diante da ausência de Messi e de grande parte das referências do elenco.

O plano do governo de decretar feriado nacional entrou em compasso de espera:

  • A promessa de Milei: O presidente Javier Milei havia oferecido a tradicional sacada da Casa Rosada para as comemorações e a possibilidade de decretar feriado, independentemente do resultado em campo.
  • A condição: Pelas redes sociais, o mandatário recuou e jogou a decisão para o vestiário: “Dependendo do que decidam os jogadores e a comissão técnica sobre o dia para comemorar, este será declarado feriado nacional”, explicou.

Até o momento, a Casa Rosada aguarda uma resposta oficial da AFA para definir se haverá ou não celebrações públicas.