Administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o canal de WhatsApp “Exército do Lula” ultrapassou a marca de 10 milhões de seguidores na tarde desta sexta-feira (23). Utilizado como plataforma central de engajamento da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, o espaço expandiu sua base de forma acelerada, saltando de 3,3 milhões de membros no início de outubro para o patamar atual. A ferramenta é empregada para a distribuição diária de materiais e para a convocação de mobilizações digitais, nas quais os integrantes são orientados a impulsionar conteúdos e dados de campanha nas redes sociais. Embate jurídico na Corte Eleitoral A marca foi alcançada simultaneamente a novos desdobramentos na Justiça Eleitoral. O canal havia sido suspenso temporariamente em 11 de outubro por decisão monocrática do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, atendendo a uma representação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) sob a alegação de disparo coordenado de desinformação. A suspensão foi revertida provisoriamente pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Na sequência, nesta sexta-feira (23), o ministro Floriano de Azevedo Marques deferiu uma liminar que impede o restabelecimento de suspensões individuais da ferramenta via procedimentos administrativos. Em sua análise, o magistrado argumentou que a organização de ações de compartilhamento de conteúdo não constitui, por si só, infração à legislação eleitoral: “Se ilicitude houver, ela será apurada em processo jurisdicional específico, e não em processo de fiscalização que envolve unicamente a relação bilateral entre a Presidência desta Corte Superior e os provedores de aplicação”, destacou o relator. A liminar concedida por Floriano de Azevedo Marques será apreciada pelo plenário do TSE, enquanto a ação de investigação judicial eleitoral movida pela chapa adversária segue em trâmite no tribunal. Navegação de Post Flávio Bolsonaro convida ex-mulher de Janones para plateia do debate da TV Globo