Em relatório do boletim Café Político publicado na manhã deste domingo (25), o modelo preditivo da consultoria 4Intelligence aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL) chega ao dia da votação do segundo turno com 82% de probabilidade de vitória na disputa presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O modelo, que analisa o comportamento do agregador de pesquisas eleitorais combinando dados históricos de pleitos para governadores e para a Presidência da República desde 1994, projeta Flávio Bolsonaro com aproximadamente 51,4% dos votos totais, contra 48,6% atribuídos a Lula.

Agregador de pesquisas e projeção de votos totais

Considerando os dados computados pelo agregador da consultoria antes da abertura das urnas neste domingo, a estimativa em termos de votos totais indica:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 49%
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 47%
  • Brancos, nulos e indecisos: 4%

Segundo a análise técnica, tomando como referência a votação do primeiro turno e a estabilidade das intenções de voto captadas nos últimos levantamentos, o candidato do PL entra no dia da votação com uma vantagem estimada em cerca de 2,4 milhões de votos válidos sobre o adversário.

Condições para uma eventual virada de Lula

De acordo com os analistas da 4Intelligence, uma reversão do cenário demandaria uma quebra nos padrões históricos de comportamento do eleitorado entre o primeiro e o segundo turno observados desde 2002.

Para que a virada ocorra, a taxa de “não voto” (soma de abstenções, votos brancos e nulos) precisaria encolher cerca de 1,5 ponto percentual em relação ao primeiro turno, atingindo a marca de 25,6% do total do eleitorado. Além da redução nas abstenções, a totalidade desses novos eleitores engajados no segundo turno teria que votar massivamente no candidato petista.

Históricamente, a taxa de abstenção tende a subir no segundo turno — com exceção das eleições de 2002 e 2022. Os analistas apontam que a média de “não voto” nas decisões presidenciais das últimas duas décadas ficou em 27,6%, tornando o cenário de virada estatisticamente improvável, embora numericamente possível.