Equipes de Flávio Bolsonaro e Lula analisam que pesquisas apontam cenário em aberto e traçam estratégias para os dias finais antes do segundo turno Os levantamentos eleitorais divulgados nesta quarta-feira apontam um cenário de indefinição e disputa acirrada na reta final da eleição presidencial. A avaliação é compartilhada por interlocutores do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que enxergam chances reais de vitória para ambos os lados a poucos dias do pleito. Na avaliação do comitê de Flávio Bolsonaro, a disputa encontra-se altamente polarizada e com eleitorado cristalizado, reduzindo o espaço para viradas de voto expressivas. A estratégia da campanha está centrada na captação de eleitores que escolheram outros nomes na primeira etapa do pleito. Projeções internas indicam que o candidato do PL conta atualmente com a preferência de cerca de 60% desse grupo, ante 30% favoráveis ao atual presidente e 10% de abstenções ou votos nulos. Aliados de Flávio também pontuam que o uso da máquina pública por parte do governo federal tem impactado a reta final do segundo turno, citando a liberação de reajustes em programas sociais como o Bolsa Família. Outro fator observado com atenção é o avanço de investigações judiciais recentes envolvendo o senador. Por outro lado, integrantes da campanha de Lula observam uma trajetória de recuperação do atual chefe do Executivo. O diagnóstico petista atribui a reação ao desgaste da imagem do adversário, motivado por controvérsias em pautas econômicas — como posicionamentos sobre a jornada de trabalho — e pelo receio de eventuais revisões em direitos sociais. A equipe do presidente considera estratégica a busca pelo eleitor faltoso do primeiro turno, ao mesmo tempo em que aposta na manutenção de um tom crítico contra o oponente na reta final. A linha de ação priorizará a divulgação dos investimentos sociais e o combate às propostas econômicas da oposição até a votação de domingo. Navegação de Post Lula diz que pretende acabar com bets e afirma que decisão está tomada