Um ataque a tiros durante um festival judaico deixou ao menos 12 pessoas mortas e 29 feridas neste domingo (14) na praia de Bondi, em Sydney, uma das mais conhecidas da Austrália. A informação foi confirmada pela polícia local. O ataque ocorreu no primeiro dia das celebrações de Hanukkah.
Segundo as autoridades, dois suspeitos participaram do ataque. Um deles morreu no local, enquanto o outro foi atingido, detido e permanece em estado crítico. Entre os feridos estão dois policiais que atuaram no atendimento da ocorrência.
O primeiro-ministro do estado de Nova Gales do Sul, Chris Minns, afirmou que o ataque foi planejado para atingir a comunidade judaica da cidade. Representantes da comunidade confirmaram que participantes do evento estavam entre as vítimas, incluindo o assessor de imprensa do Conselho Executivo da Comunidade Judaica Australiana.
A polícia informou que não há risco imediato de novos ataques, mas pediu que a população evite a região. Uma extensa área foi isolada para perícia, e equipes especializadas analisam objetos considerados suspeitos encontrados nas proximidades.
Mais de 40 ambulâncias, além de helicópteros de resgate, foram mobilizadas para o atendimento às vítimas. O chamado de emergência foi registrado por volta das 18h45, na Campbell Parade, principal avenida que margeia a praia.
Testemunhas relataram cenas de pânico e correria. Emissoras de televisão locais exibiram imagens de pessoas feridas no chão e da atuação das equipes de socorro.
O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, classificou o episódio como “chocante e angustiante” e prestou solidariedade às vítimas e familiares. O presidente de Israel, Isaac Herzog, afirmou que participantes da celebração judaica foram alvo de um ataque terrorista.
O episódio ocorre em meio a um aumento de ataques antissemitas no país, registrados desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em outubro de 2023. A Austrália abriga uma das maiores comunidades judaicas fora de Israel e dos Estados Unidos, com estimativa entre 110 mil e 120 mil pessoas.
As investigações seguem em andamento, e a polícia pediu que pessoas com imagens ou vídeos gravados no local entrem em contato com as autoridades para auxiliar na apuração.






